Redução de Peso: Métodos e Medidas Que Vão da Reeducação Alimentar à Intervenção Cirúrgica

Redução de Peso: Métodos e Medidas Que Vão da Reeducação Alimentar à Intervenção Cirúrgica

Estar acima do peso é uma situação que incomoda! Muitas pessoas, além de enfrentar os riscos à saúde causados pela obesidade, sofrem com o preconceito, com dificuldade nas relações sociais e, em caso mais graves, com a mobilidade e ocupação nos espaços públicos.

Para resolver este que é um problema de saúde pública, muitos recorrem às Cirurgias Bariátricas ou aos Balões Intragástricos. Mas antes disso, a nutricionista Kênia Leize chama a atenção para uma medida simples que a pessoa pode adotar: reeducação alimentar acompanhada por um especialista e atividade física.

Mas se o caso exigir uma das intervenções é necessário que haja um acompanhamento médico especializado. Mas como saber se a pessoa precisa ou não de uma intervenção dessas? Para responder a esta pergunta vamos tratar primeiro sobre um assunto muito sério: obesidade.

É preciso falar sobre a obesidade

A obesidade é uma doença que precisa ser encarada com responsabilidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 17,5 bilhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a obesidade e, claro, com as doenças que delas são derivadas.

O número de obesos no Brasil também é alarmante. Em abril deste ano, o Ministério da Saúde divulgou o resultado da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco Inquérito Telefônico (Vigitel), que aponta um crescimento de 7% da doença. Em 2016, 18,9%, ou seja, 38 milhões de brasileiros foram considerados obesos.

Mas antes que uma pessoa se torne obesa ela passa por uma situação de sobrepeso, ou seja, um estado de alerta em que a “luz amarela” chama a atenção para um cuidado maior com a alimentação e com os comportamentos sociais, psicológicos e físicos.

Mas como perceber este alerta?

A resposta para esta pergunta está no resultado do Índice de Massa Corporal – IMC, um instrumento básico e simples usado como uma medida primária na avaliação do peso ideal. É claro que existem técnicas e exames mais elaborados, que muitas vezes são solicitados pelos profissionais da saúde, mas isso depende de cada caso.

Calcular o IMC é uma tarefa simples. Você só precisa saber o seu peso (Kg) e sua altura (cm) e aplicar os números num seguinte cálculo: Peso/Altura x Altura – lembre-se de adotar a regra das operações matemáticas, que exige primeiro a multiplicação depois a divisão dos números.

No geral, para uma pessoa adulta, um Índice maior ou igual a 18,25kg/m² e menor que 25kg/m² é considerado ideal. Menor que esse número indica que a pessoa está abaixo do peso. Maior do que 25kg/m² até menor do que 30kg/m², o IMC é registrado em pessoas que estão com sobrepeso.

Portanto, um Índice de Massa Corporal igual ou maior que 30 indica que uma pessoa adulta deve se atentar para a obesidade.

Obesidade Mórbida

A Clínica Quíron, “espaço multidisciplinar que oferece tratamento com cirurgias geral, laparoscópica, bariátrica, oncológica, cirurgia do trauma, cirurgia plástica, coloproctologia, urologia, cardiologia, endocrinologia, psicologia e nutrição” relaciona a obesidade mórbida com várias causas dentre elas, hereditariedade, o sedentarismo, uma alimentação incorreta e excessiva, alterações hormonais e psicológicas. Todavia, novos fatores são descobertos constantemente por meio de pesquisas científicas.

Mas qual o melhor tratamento?

A primeira indicação que eu faço para quem está em estado de sobrepeso é a reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos.

Comer bem não significa comer muito e fazer dieta não quer dizer que você tenha que deixar de comer aquilo que gosta. Basta saber ingerir os alimentos de forma moderada e variada e saber escolher aqueles que podem saciar e alimentar o nosso corpo com nutrientes importantes para o desenvolvimento corporal, para a disposição diária, para a concentração e até mesmo para melhorar o nosso sono.

Num segundo momento, o uso de um Balão Intragástrico pode ser uma solução adotada pelo paciente. Trata-se de uma técnica temporária em que um balão é colocado para reduzir o tamanho do estômago. Dentro de seis meses a um ano, esse balão é retirado. Mas lembre-se, todo procedimento deve ser feito por médicos especialistas e associado a uma reeducação alimentar.

As duas medidas apresentadas dependem de muito esforço do paciente. Mas é sabido que problemas psicológicos, sociais e comportamentais, além de “alterações das glândulas tireoide, suprarrenais e da região do hipotálamo, também pode provocar a obesidade”. E essas causas podem fazer com que o paciente não obtenha sucesso em seu tratamento.

Medicamentos que reduzem o apetite, os chamados anorexígenos, podem ser uma solução. Essa medida deve ser sempre acompanhada por um profissional médico, mas avalio que essa seja uma terceira alternativa, dada a agressividade dos medicamentos e seus efeitos colaterais – hipertensão arterial, taquicardia, depressão, insônia, instabilidade do humor, sudorese, hemorragia entre outros.

Em último caso a indicação que faço é o tratamento cirúrgico, as chamadas Cirurgias Bariátricas, que consistem na redução do estômago por meio de uma cisão que retira parte do órgão.

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