Vontade incontrolável por sexo
Vontade incontrolável por sexo

Pensar ou praticar sexo com grande freqüência não identifica, necessariamente, a compulsão sexual. O ato compulsivo é difícil de definir com precisão. Indicar o número de relações sexuais por dia ou por semana, que represente falta de controle, nem sempre é um bom critério para o distúrbio, pois essa freqüência pode variar de uma pessoa para a outra, conforme as necessidades pessoais e segundo costumes e cultura.
Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), explica que o diagnóstico desse distúrbio é feito quando o sexo passa a prejudicar o dia-a-dia do paciente, impedindo-o de usufruir das horas de sono de que necessita, comprometendo o trabalho, a realização de afazeres cotidianos e até o convívio com a família e com os amigos.
“Um ato pode até ser repetitivo sem ser compulsivo. Devido à compulsão, as pessoas têm conseqüências e prejuízos”, revela a médica. O descontrole sexual está classificado entre os distúrbios do impulso, assim como a compulsão por alimentos, drogas ou jogo, por exemplo.
Segundo Carmita, o compulsivo por sexo, apesar de saber que exagera e que, muitas vezes, comete absurdos, não consegue parar. “É tomado por grande ansiedade, que não se resolve antes de consumar o ato sexual. Depois, geralmente sente culpa por não ter conseguido manter o controle, por não ter sido capaz de evitar. Isso provoca grande constrangimento e a auto-estima fica comprometida.”