Só um cochilo
Dormir pouco pode trazer graves consequências à saúde

É comum ouvir que alguém costuma trocar o dia pela noite. E, de maneira geral, até dá para entender, com cada vez mais tarefas para fazer enquanto o sol está presente, é depois que escurece que “sobra” tempo para questões pessoais e familiares. O problema, aí, é que a hora de acordar, geralmente, não muda e muitas pessoas estão dormindo cada vez menos.
“Hoje, com a rotina intensa de afazeres, trânsito, as pessoas chegam tarde em casa sem a pretensão de simplesmente jantar, dormir e levantar para trabalhar no dia seguinte. Querem relaxar, ficar com a família e acabam indo para a cama mais tarde”, explica a neurologista Rosa Hasan.
Essa situação, porém, não é novidade. “É algo que vem acontecendo nas últimas décadas naturalmente. Depois da luz elétrica, passou a haver atividades noturnas, o que não ocorria dois séculos atrás. Nos últimos tempos, com TV, computador e cidades grandes que oferecem serviços 24h, as pessoas passaram a recorrer a essas opções em detrimento do sono”, observa a especialista.
Fonte:
Rosa Hasan, neurologista especializada em Medicina do Sono. É coordenadora do departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e médica responsável pelo Instituto do Sono de Sorocaba.